Dear Diary – E se…

Na maioria das vezes não sei se gosto das frases que começam com “E se…”. O desfecho delas é sempre uma incógnita. “E se eu fizesse isso?”, “E se eu usasse aquilo?”, “E se eu tivesse dito isso ao invés daquilo?”, e isso pode continuar infinitamente, se você quiser. Também não sei de gosto quando eu começo a pensar assim. “E se tivesse acontecido aquilo?”, “E se fosse de outro jeito?”. E o pior é que eu sempre penso esse tipo de coisa. Esse é o pior. Fico me remoendo por dentro depois de cada situação que eu pensava que iria ser diferente. Eu imagino demais e esse é um dos outros problemas que eu tenho, mas explico depois.

Criar expectativas é a base pra se ter um “E se…” no final do dia, da semana, do mês, do ano… O negócio é: não criar expectativas. Mas não fazer isso é quase impossível, não é mesmo? Nós ficamos presos nessa esperança incerta que às vezes deixamos de enxergar o que realmente aconteceu, sendo isso bom ou ruim.

Um exemplo: Você e a pessoa que você gosta só se viram por algumas vezes, nunca tiveram uma conversa de verdade, só se encontram por acaso, um tem o telefone do outro, mas não conversam, ou você manda mensagem e a pessoa visualiza e não responde, o que é pior. Todas essas coisas GRITAM que isso não vai dar certo ou que vocês não vão ficar juntos, mas sempre tem aquele gritinho de esperança lá no fundo do coração que diz “E se ele estiver ocupado? Por isso que não respondeu e depois se esqueceu de responder, como ele mesmo já disse. Pronto, é isso!” Você sabe que está ferrada quando ao lado do gritinho de esperança, existe um berro dizendo pra quem quiser e pra quem não quiser ouvir que: ele não respondeu por que não quis responder, ele não fala com você por que não quer falar com você. Mas você ignora esse berro, assim como eu. Talvez seja porque ter uma esperança de que a pessoa sinta a mesma coisa que você é melhor do que admitir que aquela pessoa não esteja dando a mínima pra sua existência. Nós nos apoiamos no “E se…” porque é mais fácil por uma esperança no duvidoso do que aceitar a triste realidade.

Queria eu ser mais pé no chão e menos cabeça nas nuvens, mas essa junção de letras me atormenta todos os dias. Essa simples junção de letras mais uma incógnita é igual a várias noites imaginando incontáveis “E se…” até eu conseguir dormir. O ser humano é assim e eu não estou sozinha nessa, graças a uma coisa chamada esperança.

Essa junção de letras acaba nos consumindo pouco a pouco, até que o ultimo fio de esperança é despedaçado. Engraçado é que não adianta o quanto as pessoas falam, não adianta o quanto as pessoas mostrem, o único que pode acabar com isso é você, eu… Apenas nós mesmos conseguimos quebrar essa junção de letras e deixar de pensar no “E se…” para dar lugar ao “Vamos.”, “Eu quero”, “Eu faço”. Vamos começar a pensar mais em nós mesmos e parar de imaginar o que poderia ter acontecido, porque já aconteceu, já foi. Deixe o “E se…” pra trás porque dúvidas matam mais sonhos do que fracassos.

Agora acho que tenho certeza, não gosto das frases que começam com “E se…” até que venha alguém e me prove o contrário. Mas enquanto isso não acontece, tenho apenas um pedido a lhe fazer:

E SE.... frase

ASSINATURA2

 

Imagem de capa retirada do Pinterest e editada por mim.
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